Momentos são ... iguais aqueles ...

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Amor antigo - Drummond

Amor antigo

 

 

 

"O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de sua presença.
Nada exige ou pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza,
Por aquelas mergulha no infinito, e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona aquilo
que foi grande e deslumbrante, o antigo amor, porém,
nunca fenece e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não.
Ele venceu a dor, e resplandece no canto obscuro,
tão mais velho quanto mais amor."

(Drummond)

 



Escrito por Sueli às 20h59
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Quem?

QUEM?

 

 

 

Quem nesta vida já não se sentiu assim

Sem rumo, perdido, rendido
Às contingências do momento?


Quem já não experimentou estas fases

Onde tudo é desalento
E embora cercado de gente,

Continuou absolutamente só
Qual se estivera ao relento?

 

Quem já não se perdeu do passado?

Quem já não ficou sem vislumbrar futuro,

Sem sentir um medo atávico
E ver-se assim totalmente inseguro?

Quem já não ficou sem saber o que fazer com o agora,

Levado pela correnteza da vida incerta,

No malogrado ajuste do ponteiro das horas?

 

Quem já não se perdeu de Deus, após tê-lo encontrado?

Quem já não se perdeu do filho, após tê-lo criado?

Quem já não secou por dentro, após ter muito amado?

Quem já não se perdeu no caminho que parecia adequado?

Quem já não experimentou um medo visceral da morte?

Quem já não tremeu diante de uma súbita virada da sorte?

Quem já não teve todos os planos e sonhos desfeitos?

Quem já não se viu lesado nos seus mais legítimos direitos?

 

Quem já não se viu órfão de toda a esperança?

Quem já não se viu, de repente, sem guiança

Sem rumo, sem bússola, sem farol, sem diretriz,

Quem já não se sentiu um dia, desesperadamente infeliz?

 

Quem já não se sentou à beira do caminho, extenuado

 

Vendo a vida passar, como filme apenas, projetado

 

Na ínfima condição de mero espectador isolado

 

E nada mais reivindicou neste momento,

 

Senão a suprema bênção de poder ficar calado? 

E poder então soltar o passado

Não temer mais o futuro

Abdicar de vez do agora

Voltar ao estado original

Após ter fechado um doloroso ciclo

Fazer-se pronto para mais uma volta

Da infinita espiral !

 

(Fátima Irene Pinto)

 

 

Uma das coisas mais lindas que Fátima Irene escreveu ...

Sueli



Escrito por Sueli às 18h41
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Feito criança

Feito Criança

 

(Fátima Irene)

 

Deixe-me gostar de você feito criança porque descobri que é o único jeito que consigo gostar de verdade, sem confusão, sem hipocrisia.

 

Deixe-me gostar de você da forma mais simples, sem porquês, sem perguntas, sem articulações.

 

Se eu ou você pensarmos muito e nos colocarmos sob o crivo da razão, teremos que ver, entre as nossas qualidades, também os nossos defeitos. Teremos que ver a treva que coabita com a nossa luz. Então deixe-me gostar de você como criança. Criança gosta sem pensar.

 

Deixe-me gostar de você sem cobranças, sem compromissos que não sejam aqueles que nós dois estabelecemos para nós mesmos, e não aqueles que os homens inventam que devemos seguir a risca, toda vez que resolvemos gostar.

 

Deixe-me gostar de você da forma mais inocente que eu puder.

Neste gostar permita-me descartar toda a cultura, filosofia, modismos, conceitos ou preconceitos, dogmas, todo e qualquer mandamento ou imposição que venham de fora. Quero apenas ouvir meu coração, assim como quero que você ouça o seu.

 

Se eu ficar com você um minuto, uma semana, um mês ou um ano, que seja pelo real prazer de ficar, pois aprendi que não é a duração, mas a qualidade que transforma um único minuto numa experiência com gosto de eternidade.

 

Deixe-me gostar de você sem expectativa, sem planos para o futuro, sem gaiolas que limitem o meu querer porque o futuro é tão incerto e nunca é do jeito que pensamos.

Se nos gostarmos de verdade, é possível que haja muitas ações no presente, e é só isto o que verdadeiramente importa.

 

Acima de tudo, deixe-me gostar de você deixando-o completamente livre para ficar ou para partir. Deixe-me gostar de você sem máscaras e sem verniz.

E se um dia eu dizer adeus e partir, creia, será no exato momento em que eu descobrir que

já não sou mais capaz de me fazer ou de lhe fazer feliz.

 

 



Escrito por Sueli às 18h25
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Pássaro Livre

Pássaro Livre

(Maria Tereza Albani - Maytê)

 

 

Pássaro perdido
voa sem destino,
que te quero leve
e te quero teu!

 

 Quanto mais longe voares,
mais fortes serão tuas asas,
mais belo será teu canto.

 

 Pouco me importa
em quantos ninhos
repousarás teu corpo,
se os teus sonhos
repousam em mim...

 

 Então voa sem rumo
pássaro inquieto,
que te quero livre
porque te quero feliz.

 

Em homenagem a Valentine’s Day ...

(Tem gente que comemora em 12 de junho)

Eu estou comemorando hoje ... (wow!)

Su

 



Escrito por Sueli às 20h09
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Amor em Paz

Amor em Paz

de Tom Jobim e Vinícius de Moraes


Eu amei,

e amei, ai de mim, muito mais,
do que devia amar.

E chorei,
ao sentir que iria sofrer,
e me desesperar.

Foi então,
que da minha infinita tristeza,
aconteceu você.

Encontrei,
em você a razão de viver,
e de amar em paz.

E não sofrer mais,
nunca mais.

Porque o amor,
é a coisa mais triste,
quando se desfaz.



Escrito por Sueli às 19h30
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Justiça no Inferno

Justiça no Inferno    (Bill, esta você vai gostar, hein?)

 

 

 

(Gente, esta recebi hoje e me matei de rir. Não agüentei, tive que colocar aqui...rs)

 

Lula tem uma crise cardíaca e morre! Claro que ele aparece no Inferno, onde o Diabo o aguardava.

 

O diabo diz a ele:

- Nem sei o que fazer com você. Evidente que você está na minha lista, porém não tenho mais lugar livre! Depois de refletir por alguns mnutos ele diz: - Já sei o que vou fazer: tenho aqui três pessoas que não são tão ruins quanto você. Vou mandar uma delas pro Purgatório e você deverá ficar no lugar dela. Até vou lhe fazer um favor: você poderá escolher quem você deve substituir! Lula acha até que a proposta não está tão ruim quanto ele esperava e concorda.

 

O diabo abre a primeira porta. Lá dentro está o Collor numa piscina na qual ele nada sem parar, mas quando se aproxima da borda, a borda recua e Collor continua a nadar, nadar e nadar...

- Não, diz Lula. Sinto que não vou me dar bem: sou mau nadador e acho que não conseguiria fazer isso o dia todo!

 

O Diabo o leva ao segundo compartimento. José Dirceu está lá, com uma marreta enorme quebrando pedaços de uma pedra gigante.

- Não, diz Lula. Tenho um tremendo problema nos ombros e seria uma agonia perpétua se eu tivesse que quebrar pedras o tempo todo!

 

O Diabo abre a terceira porta. Lá dentro está Renan Calheiros deitado numa cama com pés e mãos amarrados. Debruçada sobre ele, Mônica Veloso faz o que ela melhor sabe fazer na vida: sexo oral! Lula olha para aquela cena incrível durante um momento e diz:

- OK, fico com esse castigo!

 

O Diabo sorri e diz:

- Ok, Mônica, pode ir para o purgatório!

 

 



Escrito por Sueli às 19h19
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Relutância

Há tempos não posto algo de uma de minhas poetisas favoritas,  Fátima Irene,  e hoje senti saudade dela. Fui em busca de um poema seu e escolhi este daqui:



Relutância

 

Não seria mais fácil virar a página
Ou mesmo arrancá-la do meu folhetim?
Não seria mais sensato seguir em frente
Como se você não tivesse sido nada para mim?

Infelizmente as coisas não se passam assim...

Fico esmurrando uma parede que não se alui
Brigando, como briga um peixe quando cativo do anzol
Relutando em ver que este meu amor aos poucos se dilui
Relutando em aceitar a vida, sem ter você por meu farol.

Imaturidade minha, talvez ...

Mas independente da minha relutância pueril
E desta ânsia de amá-lo, quase infantil
Você que já foi todo o meu porquê e inspiração
Será relegado ao arquivo das coisas banais
Habitará apenas as periferias do meu coração.

Me diga então:

É isto mesmo que você quer ?
Que morra de vez o amor desta mulher ?
Não vale póstumo arrependimento
Por um grande amor relegado ao esquecimento.

Mas que insensatez, a minha ...

Como pode alguém lastimar o que não sentiu
E se também não possuiu, nada há para se perder
A página que a vida me impõe arrancar do folhetim
Está mesclada do meu amor e da minha saudade apenas
E do seu desamor, ausências e silêncios sem fim.



Escrito por Sueli às 22h33
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Calcei teus sapatos ...

 

Calcei teus sapatos, como disse que jamais desejaria.

Calcei teus sapatos e te convidei para dançar, mas dancei sozinha. Sabia que a música era só minha, ainda assim, calcei teus sapatos e inventei melodia, como disse que não mais faria.

Calcei teus sapatos e me fiz menina que inventa passo, que dança solta, que desatina, calcei teus sapatos e dancei leve e linda como imaginei que não mais seria.

Calcei teus sapatos e estendi os braços mesmo sabendo que os teus não estenderias, calcei teus sapatos e rodopiei como pensei que não mais saberia.

Calcei teus sapatos e esperei teu abraço que faria de mim a bailarina que sonhei, mas tu não a querias.

Então tirei teus sapatos e segui descalça, como sempre soube que seguiria.

 

Ticcia / Patrícia Antoniete 

http://www.naodiscuto.com/index.php?blogid=1&archive=2005-02

 

 

Blogueando por aí, encontrei  o blog “Não discuto”

Adorei! Ticcia escreve poesias maravilhosas!

Recomendo.

Sueli



Escrito por Sueli às 22h41
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