Momentos são ... iguais aqueles ...

De dentro de mim

  

Encerrando um ciclo

Encerrando de um ciclo

 

Queridos amigos,

Aprendi que nesta vida tudo passa...  Estava eu aqui, pensando em escrever algo para dar uma notícia a vocês sobre uma decisão que tomei e eis que me lembrei de alguém que, em ocasião semelhante, já o havia feito.  Procurei e encontrei. Reli e cheguei à conclusão de que eu não encontraria melhores palavras. Então, copiei:

 “Eu, vejo a vida acontecendo em ciclos. Ciclos que se iniciam, desenrolam e findam, fechando-se. Muitas vezes, insistimos em continuar ali, como se a nossa vontade pudesse manter as coisas intactas. No entanto, nossa vontade não basta. Os ciclos se fecham, queiramos ou não. Se não nos movemos por apego ao velho, por medo do novo, ficamos enredados, presos entre as pontas do início e fim.”

Eu vinha lutando contra o fim de um ciclo, que tem se manifestado em vários planos da minha vida. Há várias coisas findando, e é preciso que eu aceite isso e me disponha ao novo, para que outras se iniciem. Este blog é parte disso”.     (Sonia Marini - www.pulsarmarini.zip.net)

Faço das suas, as minhas palavras. Não faz mais sentido continuar com o “Momentos são ... Iguais aqueles” haja vista a quantidade de mudanças que estão acontecendo em minha vida. Já quebrei minha gaiola e perdi o medo de voar.

Mas... estou preparando um novo blog, porque, como em toda regra há exceção,  existe algo que não passa: a amizade. E este blog foi fonte de amizades maravilhosas. Em nome dessas amizades, já que já não sei viver sem essa válvula de escape, continuarei. 

Vida nova, blog novo. Irei visitá-los assim que ele estiver pronto, para lhes informar o novo endereço.

Nesta semana entrarei de férias. Vou fazer uma pequena viagem para a praia e depois irei para Portugal, a trabalho, mas aproveitarei para dar uma esticadinha e passear um pouco, afinal, eu mereço ...rs. Farei o possível para inaugurar o novo blog antes de minha viagem, mas, se não for possível, antes do fim da primeira quinzena de outubro receberão notícias minhas.

Meu e-mail, se quiserem comunicar-se comigo, é:  suelifbenko@gmail.com.

Rogo-lhes que não me abandonem. Conto com o carinho de vocês, meus queridos amigos blogueiros!

Sueli



Escrito por Sueli às 19h04
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A carne é fraca?

A carne é fraca?

 

 

 

Dizem que a carne é fraca.

Pois digo que a carne é “fraca, coisa nenhuma”!

A carne e forte, muito forte!!!

Entre outras coisas,

é mais forte que a cabeça,

mais forte que o pensamento,

mais forte que uma convicção,

mais forte que o racional,

mais forte que uma decisão!

 

Não, meus queridos, a “carne” não é fraca, não!!!

Podem crer...



Escrito por Sueli às 17h59
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Quando mentes ...

Quando mentes ...

Já não me importo quando mentes para mim, pois não preciso das tuas palavras para saber verdades acerca de ti. Já não sou eu quem te conhece; é minha alma que conhece a tua e alma não tem como esconder algo de outra alma, principalmente quando caminham juntas por tanto tempo. Amo-te pelo que és e não pelo que me contas sobre ti. Este é o verdadeiro amor e não aquele que sentem as que te amam pelo que pensam que tu és. Elas nada sabem de ti, apenas confiam em tuas palavras ( e isto, ainda não considerastes...).

Não, não mais me importo com tuas mentiras. Apenas, ainda me incomoda um pouco, pensar que podes acreditar que acredito nelas...



Escrito por Sueli às 19h22
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Mudar de idéia ...

“Triste não é mudar de idéia.

  Triste é não ter idéia para mudar.”

  (Francis Bacon)

 

Tive uma educação muito rígida. Papai, um homem austero, conservador e inflexível, passou-me lições brilhantes, mas, ao mesmo tempo, exagerou um pouco na dose. Com o decorrer dos anos, fui descobrindo que a realidade é bem diferente de muitas coisas que me ensinaram. Aprendi que ao tomar uma decisão, esta não poderia ser mudada, pois, caso contrário, eu estaria demonstrando falta de personalidade. Foi difícil encarar que a coisa não é bem assim, aliás, não é nada assim. Tomo decisões baseadas nas minhas idéias e estas mudam dependendo do meu estado de espírito e das situações externas que se apresentam.

Como não cheguei neste mundo apenas para vegetar e dele sair sem nada ter aprendido, como posso desejar que minhas idéias sejam iguais em todos os dias de minha vida? Não, papai, o senhor não sabia que esta sua informação não era correta. Posso e dou-me o direito de mudar de idéia e voltar atrás em minhas decisões, tantas vezes quantas sentir vontade e não me sentir mal com isso, desde que essas decisões não envolvam terceiros, é óbvio. Falo das decisões que se refiram à minha própria pessoa.

Sempre é tempo de reconhecer um passo errado, dar meia volta e começar tudo de novo, por outro caminho. Sempre é tempo de não mais dar importância a alguma voz de outrora que eu tenha ouvido, e obedecido. Sempre é tempo de reconhecer que a pessoa que mais me machucava era a que mais me ensinava lições necessárias e passar a respeitá-la ao invés de ficar magoada. Sempre é tempo de não mais dar tanta importância a doces palavras que nada me acrescentavam...

... sem contar as coisas bem mais simples, como por exemplo: já odiei berinjela, hoje gosto muito. Já adorei música sertaneja, hoje detesto. Já detestei jazz, hoje adoro. Já gostei muito da boemia, hoje não troco o aconchego de minha cama por ela. Já acreditei que rezando, Deus ajuda, por isso, já rezei muito, mas hoje tenho certeza que a ajuda que ele poderia dar, já deu quando me enviou para cá e pronto (sei que esta afirmação pode dar muito pano para a manga, mas, perdoem-me, é a minha opinião). Já mudei tanto de opinião e de gosto, que, talvez, este “eu” que esteja aqui já não tenha mais a mesma personalidade mesmo, mas posso garantir que, graças à coragem de se abrir para novos conhecimentos e, muitas vezes, aceitá-los, é uma pessoa bem melhor do que já foi no passado.



Escrito por Sueli às 20h46
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Medalha de Ouro

Medalha de Ouro

 

Pisei na Avenida Paulista, pela primeira vez, quando eu tinha sete anos de idade. Lembro-me muito bem (afinal, não faz tanto tempo assim ...rs). Estava com minha avó e procurávamos a única loja que vendia a tiara de cabelo que eu deveria usar na apresentação do balé naquela semana. Fiquei encantada com a Avenida, tão diferente de todas as ruas de meu bairro. A segunda vez que estive na Avenida Paulista, eu já estava com 15 anos. O departamento de Recursos Humanos da primeira empresa na qual trabalhei ficava ali e precisei ir para assinar meu contrato. Olhei para ela e disse a mim mesma: - um dia ainda trabalharei nesta avenida.

 

Pois bem, já há mais de dez anos meu sonho foi realizado; trabalho na avenida que tanto gosto e nela existe de tudo, menos rotina. De minha janela, já presenciei tantos acontecimentos... Passeatas, protestos, acidentes, queima de fogos, quebra-quebra, gravações de novela, etc. E eu, claro, sempre fotografando tudo (tenho mania de fotógrafa).

 

Mas hoje, estou aqui para dividir com vocês, algo que fotografei ontem. Para muitos, pode não ser nada tão importante, mas sou uma brasileira muito fanática e ter tido a chance de fotografar o único ganhador de uma medalha de ouro das Olimpíadas de Pequim, até o momento, foi motivo de muita alegria. Sei que César Cielo nunca saberá que numa janela do 17º andar de um prédio qualquer da Avenida Paulista, quando por ali ele passava, havia alguém aplaudindo, dando gritinhos e vibrando por ele, com os olhos marejados de lágrimas - pura emoção!  Sei também que não passa de uma simples e singela homenagem, mas aqui vai:

 

 

 

Parabéns, Cielo!  Sei que não foi fácil e imagino o esforço que fez para chegar onde chegou. Você não é apenas um ótimo nadador. Você é o melhor do mundo!!!  Você colocou nossa Pátria lá em cima e permitiu que o mundo todo, pelo menos uma vez, ouvisse nosso Hino, diante da vitória máxima. Por ser brasileira (e fanática), tenho muito orgulho de você!



Escrito por Sueli às 19h28
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Criatividade

Criatividade

 

Vou contar abaixo, um caso que presenciei outro dia, entre minha neta (Gigi) e meu sobrinho (Joãozinho), ambos com cinco anos de idade. Gigi, por força das circunstâncias, vai à escola desde que era um bebê, não sei se esta é a razão, mas é uma criança muito inteligente e esperta, acima da média, eu diria. Meu sobrinho, além de ainda não haver freqüentado uma escola, tem alguns problemas de dicção. Minha nora faz questão de ensinar a sua filha a forma mais correta de pronunciar as palavras. Vive aplicando exercícios, como por exemplo, falar bem depressa:

“um prato de trigo para um tigre, dois pratos de trigo para dois tigres, três pratos de trigo para três tigres ...” (vocês se lembram disso? ...Eu,  até para escrever,  errei ...rs).

Pois bem, estávamos todos juntos numa tarde destas e minha nora pediu para Gigi  repetir a frase acima bem depressa. Eu não queria acreditar, haja vista que nem eu consigo fazer isto, mas a danadinha conseguiu falar sem um errinho sequer.  Em seguida, pediu para Joãozinho. Como ele é muito tímido, pensei que nem fosse aceitar o desafio, mas, mesmo gaguejando começou a repetir e, claro, bem devagar, mas quando chegou no terceiro tigre, eis que não conseguia terminar a frase. Não deu outra:

“ ... um plato de tligo pala tleis... tleis.... tleis leão.”

Bem, nem preciso dizer quantas gargalhadas (com admiração) Joãozinho arrancou de todos nós. Como ficamos impressionados, principalmente, com a “criatividade” desse menino. E acrescento: criatividade pode ser tão importante quanto esperteza, cultura ou, quem sabe, sabedoria.  Só não sei dizer se já nascemos com ela ou se podemos aprender a ser criativos em algum lugar. Bem, se alguém souber onde se aprende a ser criativo, por favor, passem-me o endereço.



Escrito por Sueli às 22h12
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"Demonices"

“Demonices”

 

 

 

Que direito tinha você de se vestir de anjo,

tirar-me do inferno,

levar-me para conhecer o céu e, depois ...

...trazer-me de volta?

 

Eu já havia me esquecido como era enxergar estrelas ...



Escrito por Sueli às 13h22
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Sobre tentativas

Sobre tentativas

 

 

 

Mesmo tentando até não mais poder, mesmo tentando até quase morrer, mesmo tentando até ter certeza absoluta de que não vou conseguir ... mesmo assim, eu tento. Quando eu quero, quando quero de verdade, eu tento. Quando amo, quando amo de verdade, eu tento. Paciência é o que não me falta. Não desisto até gastar a última das últimas gotas do meu suor. Tento até perceber que minha tentativa está se transformando em luta. Quando vejo que estou lutando, eu paro. Paro porque acredito piamente que, quando for preciso lutar para conseguir algo ou alguém, é porque esse algo ou alguém nunca haverá de ser meu. Não, pelo menos, da forma como haveria de ser. Poderá até parecer que é, mas sempre o será em formato de ilusão, e, com toda certeza, carregando muito sofrimento. Talvez até seja o sofrimento pelo qual eu precise passar para aprender. Mas, para aprender justamente que não devo lutar por algo ou alguém e muito menos competir com algo ou alguém para conseguir, pois o que é meu, já vem meu. Chega redondinho. E se já sei disso, então não luto. Paro discretamente, sem lágrimas, sem arrependimentos, sem balbúrdia, sem palavras, sem um ruído qualquer. Paro até sem explicações ou sem nem mesmo dizer um simples "adeus".

 

Eu sou assim.

 

Sueli



Escrito por Sueli às 19h39
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Elo quebrado

Elo quebrado

 

Existem certas situações na vida da gente que se assemelham a uma corrente. A corrente pode ser forte ou fraca, mas, por mais forte que ela seja é passível de ser quebrada. A pressão constante pode desgastá-la, mas enquanto não se rompe, ela até que “segura as pontas”. Muitas vezes, quando  já está bem gasta, diminuímos a pressão com medo que ela se quebre. Mas, uma vez quebrada, nunca mais será a mesma. O que se pode fazer é tentar remendá-la, porém, não mais oferecerá segurança e nem será confiável - romper-se-á à mínima pressão.

O ideal, quando ela já estiver muito desgastada, talvez não seja aguardar que se quebre ou tentar um remendo qualquer, mas sim jogá-la fora de vez.

E, se não for possível viver sem correntes, melhor comprar uma nova...



Escrito por Sueli às 00h49
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Um caso de amor ...

Estou tendo um caso de amor...

 

... comigo mesma.

Estou amando isso!



Escrito por Sueli às 01h03
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A luz chegou e ...

A luz chegou e ...

 

 

 

... aquela doce ilusão transformou-se

na real e amarga verdade.

A esperança mostrou-se em sombras

e curvou-se diante da realidade.

 

Por que, certas vezes, ainda fazemos perguntas

quando não temos mais dúvidas? ...

Por que nos percebemos querendo acreditar no impossível?

Por que nos negamos a ouvir nossas próprias respostas?

 

Coisas que ainda não sei ...



Escrito por Sueli às 00h32
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Cai, Cai, balão ...

Oi, gente, estive em Caruaru/PE neste final de semana. Fui a trabalho, mas deu para conhecer aquela que é considerada a maior das festas juninas no Nordeste. No aeroporto, soube que a TAM abriu um concurso para premiar o melhor conto sobre as festas juninas. Estava me lembrando disso num momento de folga e pensei “- Ora, por que não tentar?...” Afinal, melhor ambiente para inspiração, não poderia existir... rs.

Bem, resumindo, transcrevo o resultado aí para vocês (hoje fiquei sabendo que o conto, para concorrer a uma viagem (com direita a acompanhante), para qualquer lugar do Brasil, precisa ter, no máximo, 300 toques. Óxente! O meu não dá, não ... rs

 

 

     Foto tirada numa rua de Caruaru

 

Cai, cai, balão ...

 

Seu olhar perdeu-se em recordações enquanto observava as bandeirolas coloridas. Essa era a época do ano que mais lhe aflorava à memória os melhores momentos de sua já tão distante juventude.

Tudo começara numa tarde de junho, há quase 50 anos atrás, quando ela o conhecera. Havia sido escalada para trabalhar naquela pequena cidade do interior nordestino. Como jornalista, deveria cobrir o evento mais típico da localidade: a Festa de São João. Ansiava pela volta ao lar, pois os preparativos para suas tão esperadas férias, que teriam início na semana seguinte, estavam à sua espera.

Ele, viajante que era, fazia naquela cidade sua última visita antes da volta ao lar, em busca do merecido descanso, após um bom tempo de trabalho árduo. Havia visitado cada cidade daquele sertão. Na semana seguinte, partiria para o exterior em busca de novos desafios.

            Quis o destino, arquiteto de planos, aproximá-los justamente naquela tarde. E, como o destino apenas se importa com resultados, despreza lógica e não mede esforços, colocá-los desatentos em seus veículos naquele tarde, foi um “prato feito” para qualquer um que acredita em coincidências (ou não). Braço e perna quebrados, em meio a muitos impropérios oi o resultado do fatídico encontro. Dele, o braço direito. Dela, o esquerdo. Quem foi o errado, nunca alguém ficou sabendo ... nem eles.

            Por falta de leitos vagos no único hospital da cidade, os dois dividiram espaço numa sala improvisada e ali receberam o tratamento necessário. Recentes chuvas haviam interrompido o já precário serviço telefônico local e o correio estava fechado devido aos importantes festejos. Assim sendo, não havia alternativa a não ser aceitar o que lhes era oferecido no momento.

            Olhares fuzilantes eram trocados a todo instante, enquanto lá de fora chegava a intermitente cantiga “... cai, cai, balão ...”. Assim, corriam vagarosamente as horas e qualquer ajuda, somente se fosse de um para o outro, pois os atendentes pareciam haver deles de esquecido. Mal sabiam que aquela dor não passava de uma trama do destino para que um grande amor entre os dois tivesse ali seu início.

            Na noite seguinte, pela varanda do hospital assistiam juntos, trocando olhares já não tão fuzilantes, os festejos da noite de São João. O calor que sentiam não era devido à fogueira que crepitava no meio da rua e as estrelas que enxergavam também não eram aquelas dos fogos de artifício. Como ele não podia andar, ela o servia - pipoca, quentão, batata-doce, pé-de-moleque, canjica, mungunzá - enquanto acompanhavam a mesma cantiga “...cai, cai balão, você não deve de subir...”

            Nunca mais se separaram. São João, tentando plagiar Santo Antonio, saíra-se muito bem e, em todos os anos seguintes, a cidadezinha recebia a visita do feliz e sempre apaixonado casal. Sempre que chegavam, antes de qualquer coisa, dirigiam-se àquele cruzamento onde o destino os apresentou. Ali depositavam uma flor e seguiam para a mesma pousada. À noite, juntavam-se ao povo na rua, como se fossem filhos do local, afinal sua história já fora contada por todas aquelas bocas.

            Assim foi, durante muitos anos, até que certa vez chegaram atrasados e não houvera tempo para levar a costumeira flor ao cruzamento. Já estavam sendo esperados para compor a quadrilha. Como sempre, após a dança, trocaram juras de amor ao calor da fogueira, divertiram-se, comeram e beberam, sempre ao som de “...cai, cai, balão, você não deve de subir, quem sobe muito, cai depressa sem sentir ...”

            Foi na volta que o inesperado aconteceu. Mau tempo, muito vento, chuva forte, ao passar pelo fatídico cruzamento, não perceberam que ali fora colocado um semáforo. Quem vinha apressado pela rua transversal também não esperava pelo encontro com os dois desatentos.

O choque foi fatal. Ela foi a única sobrevivente. Inconsciente foi levada ao hospital, onde permaneceu por muito tempo, em lenta recuperação.

..........................

Esse era o primeiro mês de junho após sua cura. Não hesitou. Pediu que a levassem à cidadezinha para assistir à sua Festa de São João e lá a deixassem, pois desejava estar só. Foi o que disse a todos, mas sentia que ele a acompanharia. Sabia que havia estado com ela em cada momento. Esperou a noite chegar, dirigiu-se ao cruzamento e sentou-se na guia da calçada.

Seu olhar perdeu-se em recordações, enquanto observava as bandeirolas coloridas... Um vento soprou forte, muito forte. Ela ouviu uma voz a lhe chamar ... Um sorriso indecifrável emoldurou seus lábios. Fechou os olhos. Aos seus ouvidos chegava o som da mesma cantiga “...cai, cai, balão, você não deve de subir, quem sobe muito, cai depressa sem sentir, a ventania a sua sorte vai selar...”. Aos poucos, a melodia foi desaparecendo... seus braços penderam e de suas mãos, uma linda flor caiu ...



Escrito por Sueli às 20h12
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Nem adianta tentar esconder ...

Nem adianta tentar esconder ...

 

 

 

Foto: Peter Stenzel

(http://planoalto.blogspot.com/2006_02_01_archive.html)

 

 

Sei que não gostas que eu vasculhe a tua vida,

mas é ela que invade os meus pensamentos.

Teus atos, teus afetos, teus segredos, teus casos

invadem meu sono, meus sonhos e meus sentimentos.

 

Quisera eu poder desmanchar

este tênue fio que nos une,

que tudo de mim a ti leva

e aos meus olhos não deixa

que passes impune.

 

Não queria que meu amor até a ti chegasse,

não queria que aqui tua verdade morasse.

Daria tudo para, assim como as outras,

nada saber, nada supor,

morrer na ignorância,

mas crendo no teu amor.

 

(Sueli Benko)



Escrito por Sueli às 20h08
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Minha pele

Minha pele ...

 

 

... tal qual furiosa fera enjaulada,

estremece em arrepios e dores

tentando desgarrar-se de meu corpo

para partir em busca de seu toque ...

 

(Sueli)



Escrito por Sueli às 18h10
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Bill vai ver Johnny Rivers de perto!

Bill vai ver Johnny Rivers de perto!

 

 

 

Pegando um gancho no post de Maristela Bairros (http://www.hilarius1968.blogspot.com/), que publicou um texto de meu amigo Bill Falcão (http://jornaldalua.blogspot.com), cá estou eu, morrendo de inveja dele (rs) e aproveitando a oportunidade para tecer alguns comentários sobre meu tão adorado astro Johnny Rivers.

 

Bill irá vê-lo e ouvi-lo, de pertinhoooooo! Eu tenho que me contentar em tê-lo visto e ouvido pela telinha, no domingo passado (e apresentado pelo Faustão, ainda ... bah!). Porém, devo reconhecer que ver Johnny no Faustão ainda é melhor que morrer sem vê-lo. (e tirei algumas fotos da tela mesmo ... hehehe)

 

Lembro-me perfeitamente do compacto duplo que ganhei naquele meu aniversário (não adianta, que não vou contar qual ...rs), com nada mais nada menos “Summer Rain” de um lado e “Do You Wanna Dance” no outro! Eu até sonhava com um disco dele, mas meus pais não podiam se dar ao luxo de comprar “coisas supérfluas” (assim eram considerados os discos). Eu até que entendia, a vida era dura, mas eu tinha o direito de sonhar e, um dos meus grandes sonhos realizados, foi ganhar de um amigo esse disco de Johnny Rivers.

 

Hoje, quando li o texto do Bill, fiz uma viagem ao passado. Realmente, não era somente eu que idolatrava o Johnny. Lembrei-me dos bailinhos do Leão do Norte, no bairro da Mooca, das “brincadeiras” (era assim que chamávamos os bailinhos ao som da “vitrola”) , na casa dos amigos (geralmente na garagem, na sala com os móveis arrastados, ou até mesmo, no quintal). Não faltava Johnny Rivers!

 

Foi “Do You Wanna Dance” a música que escolhi para tocar no meu casamento, no momento em que descia do altar. É ... no casamento. Casamento acabou. Sensação de ter realizado um sonho ao som de “Do You Wanna Dance” ... ficou. E Johnny está aqui, em minha terra; apesar de longe ... tão pertinho de mim...

 

Bill, desculpe-me por copiar seu tema, mas não agüentei! ... Maristela, acho que devo desculpas a você também...

 

Beijo!

 

Su

 

 



Escrito por Sueli às 20h19
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