Momentos são ... iguais aqueles ...
  

Feito criança

Feito Criança

 

(Fátima Irene)

 

Deixe-me gostar de você feito criança porque descobri que é o único jeito que consigo gostar de verdade, sem confusão, sem hipocrisia.

 

Deixe-me gostar de você da forma mais simples, sem porquês, sem perguntas, sem articulações.

 

Se eu ou você pensarmos muito e nos colocarmos sob o crivo da razão, teremos que ver, entre as nossas qualidades, também os nossos defeitos. Teremos que ver a treva que coabita com a nossa luz. Então deixe-me gostar de você como criança. Criança gosta sem pensar.

 

Deixe-me gostar de você sem cobranças, sem compromissos que não sejam aqueles que nós dois estabelecemos para nós mesmos, e não aqueles que os homens inventam que devemos seguir a risca, toda vez que resolvemos gostar.

 

Deixe-me gostar de você da forma mais inocente que eu puder.

Neste gostar permita-me descartar toda a cultura, filosofia, modismos, conceitos ou preconceitos, dogmas, todo e qualquer mandamento ou imposição que venham de fora. Quero apenas ouvir meu coração, assim como quero que você ouça o seu.

 

Se eu ficar com você um minuto, uma semana, um mês ou um ano, que seja pelo real prazer de ficar, pois aprendi que não é a duração, mas a qualidade que transforma um único minuto numa experiência com gosto de eternidade.

 

Deixe-me gostar de você sem expectativa, sem planos para o futuro, sem gaiolas que limitem o meu querer porque o futuro é tão incerto e nunca é do jeito que pensamos.

Se nos gostarmos de verdade, é possível que haja muitas ações no presente, e é só isto o que verdadeiramente importa.

 

Acima de tudo, deixe-me gostar de você deixando-o completamente livre para ficar ou para partir. Deixe-me gostar de você sem máscaras e sem verniz.

E se um dia eu dizer adeus e partir, creia, será no exato momento em que eu descobrir que

já não sou mais capaz de me fazer ou de lhe fazer feliz.

 

 



Categoria: Jóias de outros autores
Escrito por Sueli às 18h25
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   Indignação - Protesto

Indignação - Protesto

 

 

 

Causa-me tanta indignação observar aquele bando de desocupados fazendo plantão em frente à casa onde se encontra o casal (pai e madrasta) da menina Isabella. Por mais que eu queira, não consigo entender a necessidade e a euforia do povo diante da tragédia alheia. Assassinos ou não, não é a isso que me refiro. Nem tampouco aos jornalistas, afinal estão fazendo seu trabalho e é esse tipo de matéria que, infelizmente, dá mais Ibope.

 

Ninguém vai à frente da casa de um bombeiro, por exemplo, fazer plantão para esperá-lo chegar e lhe oferecer flores, em homenagem às vidas que ele salvou naquele dia. Mas, atirar pedras na casa de uma família que está vivendo um drama dessa proporção, foi o que fizeram hoje e isso é, no mínimo, desumano.  Basta colocar-se, por um minuto apenas, no lugar dos avós da menina. Eu, ao ser chamada na escola para ser comunicada sobre alguma traquinagem de um filho, já me sentia deveras incomodada e constrangida, agora imagino o que está passando as famílias Jatobá e Nardoni. De repente, até poderão saber que seus filhos criminosos. Alguém já se imaginou recebendo esta notícia???

 

E se forem mesmo? Quem tem o direito de atirar pedras? Aqueles que, certamente, aprenderam e rezam o Pai-Nosso nos momentos de dificuldade, afirmando a Deus que também “perdoam àqueles que os têm ofendido”? Ou seriam aqueles que se dizem justos e querem justiça? Quem é justo? O que é justo? Não seria justo cada um cuidar da sua família e deixar que as pessoas mais competentes cuidassem de absolver ou condenar a família dos outros? E olha que até eles estão passíveis de erros. Quantos inocentes são julgados culpados e acabam cumprindo pena de prisão! (diga-se que a recíproca também é verdadeira). 

 

Para encurtar o assunto, pergunto: - Será que esse povo desocupado, com tanta sede de justiça, presta um pouco de atenção ao noticiário, quando este afirma haver no Haiti crianças estão também “morrendo”, mas ... de fome???

Quem deles prestou atenção no rádio, hoje, durante o desabafo de um desesperado pai haitiano, afirmando que ontem, seus filhos apenas comeram, durante todo o dia, apenas duas colheres de arroz cada um??? Será que algum desses desocupados sentiu vontade de sair à rua e fazer um protesto, ou procurar alguma forma de enviar alguma ajuda?  Será que, se algum dia, a família de Isabella, quando ela ainda estava viva, não tivesse dinheiro para lhe dar comida, esse mesmo bando iria fazer fila em sua porta para levar alimentos? ...

 

É uma dúvida que dança em volta de minha cabeça ... e eu não entendo.

 

Sueli

 

 

Garota é vista em lixão de Porto Príncipe, no Haiti; crise governamental e alta mundial do preço de alimentos faz com que onda de fome assole a população do país, que se divide entre procurar por comida nos dejetos e protestar nas ruas com barricadas



Escrito por Sueli às 18h25
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Existem beijos que só a distância sabe construir ...

(... e estes sabem como nos fazer cair)

 

 

São beijos feitos de saudade

 

(amargo ingrediente que se transforma

 

na mais doce experiência que

 

dois amantes podem vivenciar)



Escrito por Sueli às 23h58
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Eu bem que estava precisando de uma viagem.

Agora apareceu um congresso, sabem onde?

 

 

Salvador: A terra da magia, dos segredos ... do amor.

               Eu amo essa cidade!

               Eu também vou! ...  

 



Escrito por Sueli às 18h38
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Saudade ... vida ou morte?

Saudade ... vida ou morte?

 

 

 

Não sei se a saudade está me matando

ou se é de saudade que eu estou vivendo,

pois toda minha vida é feita de amor

e meu amor hoje ...

               ... é todo feito de saudade.

 

Sueli



Categoria: De dentro de mim
Escrito por Sueli às 18h37
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OUTONO

Folhas secas do outono
            tapete do coração
                        onde se deitam lembranças
                                   que precisam descansar...

 (Tere Penhabe)

..........................................................................

 

Chegou o outono e nem percebi.

Acho que é porque minha’alma se confunde com esta estação.

Folhas mortas caindo... Vida nova emergindo...

Espero pelo florescer.

 

Sueli



Escrito por Sueli às 20h10
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