Setembro chegou ...
Setembro chegou …
Setembro chegou e, além das flores, nos trouxe dor.
Dor de saudade.
Ele não nos avisou que estava indo para não voltar…
Um único dia me separou de vê-lo e de dançar para ele, como ele gostava.
Por um dia, não consegui estar lá, junto com minha amiga, na hora que ela mais precisava.
O “pai de lá” (era assim que eu o chamava, pois tenho Ana Luiza como uma irmã), preferiu não se despedir. Sabia que uma despedida cortaria nosso coração. O nosso e o dele. Como minha amiga disse, ele detestaria nos ver chorando e, por isso, ele tambem choraria.
Por todo bem que ele fez, pela alegria que sempre irradiava de seu coração, pela simpatia com que a todos brindava, pelo sorriso amigo, por ter trazido ao mundo pessoas tão maravilhosas, por todo carinho com que sempre me tratou … eu lhe ofereço todas as flores que setembro trouxe. Eu lhe ofereço meu pensamento mais puro, minha mais singela palavra e a mais doce das minhas recordações.
Sr. Luiz, esteja onde estiver, sei que saberá antes de nós que o que une nossas famílias não é apenas uma net amizade. São laços muito profundos e, antes de todos nós, o senhor os conhecerá. Um dia, sentados em círculo, lá onde o céu é mais azul e onde setembro nao chega, estaremos todos nós a recordar e a transformar estas lágrimas de hoje em risos e festa. Lá eu o chamarei, também, de “pai daqui”.
Por enquanto, fica setembro, fica saudade…
Sueli